Mika

A história da nossa Mika e da sua vida é feita de muitas peripécias dignas de serem contadas.

Tudo começou quando esperávamos uma cadela que, no dia em que a minha mulher (grávida do nosso primeiro filho) a foi buscar, tinha acabado de ser atropelada pelo criador. A Inês chegou a casa destroçada, e recordo-me de lhe dizer: “É porque não estava destinada a ser a nossa cadelita!”… Um mês depois, acabou por chegar a Mika, a alegria que encheu a nossa casa durante 14 anos.

Poderíamos contar tantas histórias sobre ela, mas há algumas que nos fazem rir de imediato: a gravidez psicológica que teve quando nasceu a nossa primeira filha, em que andava com um boneco feio que dói, mas que para ela era o mais lindo do mundo; o facto de ser tão louca por bolas que, um dia, ao atirarem uma por cima de mim, ela atropelou-me e eu cheguei a perder os sentidos; a loucura por lagos e as várias vezes em que ficámos com medo que não voltasse por ir atrás dos patos; ou de quando, na nossa casa de campo, íamos passear e ela decidia ficar no campo de golfe a dar uma volta sozinha, voltando uma hora depois a tentar passar devagarinho e escondida, porque vinha cheia de lama e não queria tomar banho. E como esquecer quando, em Portimão, apanhou o ténis de um senhor que ia a correr e achou que era o melhor brinquedo do mundo?

Havia também o seu beijo matinal; mal acordava, vinha todos os dias à nossa cama para o dar… São tantas e tantas histórias lindas que, ao escrever isto, choro e sorrio ao mesmo tempo.

Eras e serás sempre uma luz que brilha entre nós.

Entre o silêncio e o mar, guardo-te comigo! Descansa em paz, nossa amada Mika. Até ao último suspiro provaste o que é amar.

Obrigado. ❤️

Com saudades,

Benny, Maf, I e Ticas