A Sabrina não foi apenas uma gatinha.
Foi a minha companheira de vida durante quase quinze anos. Foi a presença constante nos dias bons e nos dias maus. Foi quem esteve ao meu lado em mudanças, conquistas, perdas, alegrias e lágrimas, sempre sem julgar, sempre com aquele amor simples e puro que só os animais sabem dar.
A Sabrina tinha personalidade forte. Era rebelde. Sabia exatamente o que queria e fazia questão de o mostrar. Era doce quando queria, teimosa quando lhe apetecia e absolutamente única em cada uma das suas manias. Tinha os seus locais preferidos para dormir, as suas rotinas, os seus horários e aquele olhar que dizia tudo sem precisar de um único som.
Era uma gata que gostava de estar perto das pessoas que amava. Não precisava de grandes gestos. Bastava estar na mesma divisão, observar, acompanhar e fazer-nos sentir que nunca estávamos verdadeiramente sozinhos.
Ensinou-me o significado da paciência, da dedicação e do amor incondicional. Ensinou-me que a felicidade pode estar em coisas muito simples: um ronronar, um toque com a cabeça, um momento de silêncio partilhado.
Nos últimos tempos lutou com uma coragem imensa. Mesmo quando o corpo já não tinha forças, continuou a mostrar uma dignidade e uma doçura que me deixaram sem palavras. E eu tive o privilégio de a acompanhar até ao fim, tal como ela me acompanhou a mim durante tantos anos.
Quem conheceu a Sabrina sabe que ela era especial. Quem não a conheceu, basta saber isto: foi profundamente amada!
Não foi “só um animal”.
Foi família.
Foi uma filha do coração.
Foi uma alma boa que passou pela minha vida e a tornou infinitamente melhor.
E enquanto eu viver, haverá sempre uma parte de mim que continuará a ser da Sabrina.
Os teus papás que te amam muito,
Tania e Gabriel
❤️🐾