Patifa
Durante quase 18 anos, foste o coração e a alma da nossa casa.
Deste-nos um amor puro, constante e tranquilo. Eras incrivelmente inteligente e comunicativa. Conhecias todas as nossas rotinas, intenções e o significado de muitas palavras. Nunca vou esquecer os teus “beijinhos”: bastava dizer essa palavra e tu encostavas a tua boquinha na minha.
Agora a casa está demasiado silenciosa. Há um vazio enorme nos lugares onde tu costumavas estar, nos hábitos automáticos que fazíamos sem dar por isso e em todos os momentos do dia que pertenciam só a ti. A tua cadeira na varanda está vazia… Tu adoravas ir para lá. Se a porta estivesse fechada, batias com a patinha na porta ou no vidro até alguém abrir. Acho que gostavas do som da vida lá fora — dos passarinhos, das pessoas, do vento e do sol no pelo. Ficavas horas ali, tranquila, apenas a existir.
Dormias connosco todas as noites, encostada às nossas pernas. E no fim do jantar, havia sempre aquele momento especial em que saltavas para o sofá, vinhas para o nosso colo e ronronavas, como se o dia só pudesse fechar connosco da forma mais simples e perfeita.
Obrigada por tudo, minha querida. Nunca serás esquecida. Para sempre nossa filha.
A tua família
25-05-2026