Maggie

Era dia 19 de Dezembro de 2011 quando vieste para os meus braços, tal anjinho puro e branco, eras tão pequenina que quase eras mais pêlo do que gatinha. Os teus olhos azuis continham todo um universo de possibilidades.

Não sabias, ainda, mas tinhas uma família à tua espera: um papá que te amaria para sempre e uma irmã mais velha que te adorou (ainda que te tenha bufado quando te viu) e quem tu nunca mais largaste.

Foste brincalhona desde o primeiro. Foste um despertador diário a pedir latinha e depois a enganar o outro papá para te dar mais, mas nunca irei perceber o teu fascínio por comer relva.

Eras companhia assídua no meu trabalho, compincha dos mimos, do apoio moral nos piores dias, e até mandavas mensagens no Teams quando decidias que o teclado era o sítio perfeito para sentar. Mas o teu lugar favorito para dormir sempre foi em cima da Lisa. Ou, ultimamente, na minha almofada ao lado da minha cabeça, sempre a ronronar.

Foste até, juntamente com a Lisa, presença de honra no nosso casamento, em primeiro e grande plano nas nossas lapelas.

Mas hoje já cá não estás. Hoje deixo-te partir, com conforto e rodeada de quem mais te ama. Às vezes amar é deixar partir, mesmo que com isso leves um pedaço da minha alma contigo. Hoje vais ver a Lisa novamente. Diz-lhe “miau” por nós 🤍

Sentiremos falta do teu miar, do teu pêlo macio, da tua curiosidade felina, dos teus olhos azuis penetrantes, sentiremos falta das tuas receções de carinha ensonada quando chegamos a casa e até de quando para dares a volta ao sofá passavas por cima de todos nós.

Foste amada incondicionalmente desde o primeiro dia até ao teu último suspiro.
A vida é injusta em ter-te levado tão cedo, um ser tão puro, ingénuo, doce e nobre.

Levo-te comigo para sempre, tatuada no meu corpo e gravada na minha memória.

Até sempre, Maggie. Até sempre.

28-10-2011 ~ 18-08-2026